O Governo de Moçambique terá anunciado o envio de 2.304 militares das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) ao Burkina Faso, numa missão de formação militar intensiva com duração prevista de aproximadamente um ano e sete meses.
Segundo informações avançadas por fontes ligadas à área da defesa, a iniciativa tem como principal objectivo reforçar a capacidade operacional das forças moçambicanas no combate ao terrorismo e aos grupos insurgentes que continuam a protagonizar ataques na província de Cabo Delgado.
A formação deverá abranger várias áreas estratégicas, nomeadamente combate ao terrorismo, inteligência militar, operações especiais, sobrevivência em zonas de conflito, combate urbano e técnicas de contra-insurgência.
A escolha do Burkina Faso é justificada pela experiência que aquele país da África Ocidental tem acumulado no combate a grupos extremistas armados, enfrentando há vários anos desafios relacionados com a insegurança e o terrorismo.
A eventual participação de um contingente desta dimensão poderá representar um importante investimento na preparação dos militares moçambicanos, sobretudo numa altura em que o país continua à procura de soluções mais eficazes para restabelecer a segurança em Cabo Delgado.
Entretanto, a data exacta do início da formação ainda não está claramente indicada nas informações apresentadas, assim como outros detalhes sobre os custos e as condições logísticas da operação.
A iniciativa levanta também uma questão importante: será que a formação de 2.304 militares no Burkina Faso poderá representar um novo capítulo na estratégia de Moçambique para combater o terrorismo?
