Novas alegações que circulam em meios académicos e políticos voltaram a colocar no centro do debate um dos episódios mais marcantes da história de Moçambique: a morte do primeiro Presidente da República, Samora Machel, ocorrida a 19 de Outubro de 1986, em Mbuzini, na África do Sul.
Segundo essas informações, estaria a ser levantada a hipótese de que Joaquim Alberto Chissano, então dirigente da FRELIMO e que viria a assumir a Presidência da República após a morte de Samora Machel, teria mantido contactos secretos com um antigo general do regime do Apartheid sul-africano. As alegações apontam para a existência de um suposto acordo político cujos detalhes permanecem pouco claros e sem confirmação oficial.
As informações têm gerado reações diversas entre analistas, historiadores e cidadãos, uma vez que o desaparecimento de Samora Machel continua a ser um dos temas mais sensíveis da história nacional. Ao longo das últimas décadas, várias teorias e investigações procuraram esclarecer as circunstâncias que envolveram a queda do avião presidencial, sem que o assunto deixasse de suscitar controvérsia.
Até ao momento, não existem provas públicas conclusivas que confirmem as alegações recentemente divulgadas, nem foi apresentada qualquer posição oficial das entidades mencionadas sobre o conteúdo das informações que circulam.
Entretanto, o surgimento destas novas alegações reacende o debate sobre a necessidade de aprofundar a investigação histórica em torno dos acontecimentos que antecederam a tragédia de Mbuzini, mantendo viva uma questão que continua a despertar interesse e emoção entre os moçambicanos, quarenta anos depois da morte de Samora Machel.
