🚨 Zimbabwe Rejeita Proposta de Expulsão de Sul-Africanos e Defende Estado de Direito
Harare – Um intenso debate marcou uma recente sessão do Parlamento do Zimbabwe, após o deputado Clemence Chiduwa sugerir que o país adotasse medidas de reciprocidade em resposta ao regresso de cidadãos zimbabweanos provenientes da África do Sul.
Durante a sua intervenção, Chiduwa afirmou que cerca de 25 mil sul-africanos residem atualmente no Zimbabwe e defendeu que esses cidadãos fossem enviados de volta ao seu país de origem. O parlamentar acrescentou ainda que empresas pertencentes a sul-africanos que operam em território zimbabweano também poderiam ser alvo de medidas semelhantes, caso o Governo decidisse responder de forma equivalente.
A proposta gerou reações imediatas e foi prontamente rejeitada pelo Governo. Em representação do Executivo, o ministro da Justiça, Assuntos Jurídicos e Parlamentares, Ziyambi Ziyambi, deixou claro que o Zimbabwe não pretende retaliar contra cidadãos sul-africanos nem contra empresas estrangeiras estabelecidas legalmente no país.
Segundo o ministro, o Zimbabwe é um Estado de direito que respeita as normas legais e os direitos fundamentais de todas as pessoas, independentemente da sua nacionalidade. Ziyambi afirmou que o Governo não irá perseguir indivíduos ou comunidades com base na sua origem e rejeitou qualquer medida que possa ser interpretada como discriminação.
“Nós não somos um povo bárbaro. Não vamos agir contra pessoas apenas por serem de determinada nacionalidade”, declarou o governante durante a sessão parlamentar.
A posição do Governo foi vista por vários observadores como uma tentativa de preservar as relações diplomáticas e económicas entre o Zimbabwe e a África do Sul, dois países que mantêm fortes laços comerciais e históricos na região da África Austral.
O debate surge num contexto de crescente preocupação com questões migratórias na região, mas a resposta oficial do Governo zimbabweano reforça a intenção de continuar a tratar essas matérias através dos mecanismos legais e do respeito pelos direitos humanos.
Até ao momento, não existe qualquer indicação de que o Executivo pretenda avançar com medidas contra cidadãos sul-africanos ou empresas daquele país que operam no Zimbabwe.
