Ativista Anti-Imigração Reforça Ultimato para Estrangeiros Deixarem Pequenos Negócios na África do Sul

 


Joanesburgo, África do Sul – O ativista sul-africano Nkosikhona “Phakelumthakathi” Ndabandaba voltou a defender a saída de cidadãos estrangeiros que operam pequenos negócios na África do Sul, após a circulação de um vídeo que mostra uma cidadã moçambicana a destruir o próprio salão de beleza em meio ao clima de tensão gerado pelos protestos contra a imigração ilegal.


Segundo declarações atribuídas ao ativista, o prazo de 31 de julho de 2026 seria o limite para que estrangeiros deixem atividades comerciais de pequena escala, incluindo salões de beleza, barbearias, lojas de bairro (spaza shops) e mercearias. A medida faz parte da campanha liderada por grupos que exigem uma ação mais rigorosa das autoridades sul-africanas contra a imigração ilegal.


O assunto ganhou ainda mais repercussão depois da divulgação de um vídeo nas redes sociais em que uma empresária moçambicana aparece a destruir os equipamentos do seu próprio salão de beleza, alegadamente por receio de perder os seus bens ou enfrentar possíveis ataques. O caso gerou debates acalorados entre defensores e críticos do movimento anti-imigração.


Ndabandaba tem afirmado que o objetivo da campanha é pressionar o Governo sul-africano a reforçar o controlo migratório e a aplicação das leis de imigração. Em ocasiões anteriores, o ativista declarou publicamente que o movimento não apoia atos de violência, saques ou vandalismo, defendendo que as reivindicações devem ocorrer dentro dos limites da lei.


Entretanto, organizações da sociedade civil e grupos de defesa dos direitos humanos manifestaram preocupação com o aumento do medo entre comunidades estrangeiras residentes na África do Sul. Diversos analistas alertam que discursos hostis contra imigrantes podem aumentar as tensões sociais e agravar episódios de xenofobia.


Até ao momento, o Governo sul-africano continua a defender o respeito pela lei e pelos direitos de todas as pessoas que vivem no país, enquanto acompanha de perto os protestos e manifestações relacionados com a imigração.

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