Termos de acordo de assistência dividem Governo e FMI!

 Termos de acordo de assistência dividem Governo e FMI!

 



O FMI está disposto a financiar um novo programa de assistência financeira a Moçambique, mas insiste: o dinheiro só sai se do Governo avançar com cortes na despesa, nomeadamente de gastos com a administração pública, a começar pela redução dos vencimentos e do número de funcionários públicos.


Ou seja, qualquer programa de assistência ao País terá de passar por reformas na política económica, mas a Frelimo não está feliz com a imposição porque sabe que, por exemplo, quaisquer cortes drásticos na despesa publica têm o potencial de provocar um descontentamento generalizado- e a Frelimo não anda famosa.

Por outro lado, Daniel Chapo chega ao poder num contexto de falta de legitimidade. As pessoas não o vêem como Presidente legítimo de Moçambique, porque não ganhou as últimas eleições, foi nomeado Presidente da República num contexto sangrento. Qualquer tentativa sua de impor medidas de austeridade pouco populares, pode ser o fósforo que faltava para se revisitar as violentas manifestações pós- eleitorais.


De alguma forma, o que o FMI está a dizer a Chapo é que é ele devia olhar para dentro do seu partido e dizer àqueles que durante anos viveram a sugar o Estado que a festa tem de acabar. Mas todos sabemos que Chapo é um Presidente postiço. Faltam-lhe unhas para tocar a guitarra…


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